DIAGNÓSTICOS REGIONAIS
PROBLEMAS:
Problemas
mais citados ( apareceram em todos as regiões):
· Retirada dos terraços principalmente em áreas de plantio direto.
· Falta de capacitação/atualização da assistência técnica (oficial e
privada) em uso, manejo e conservação de solos.
Problemas citados na maioria das regiões:
· Falta de uma política clara e de longo prazo por parte do Estado, para os
problemas de uso, manejo e conservação de solos.
· Programas de Crédito Rural desvinculados das obrigações ambientais legais
como áreas de preservação permanente, reserva legal, e lei de uso do solo
agrícola.
· Falta de manutenção das estradas rurais por parte das prefeituras
municipais.
Problemas citados em algumas regiões.
· Sistemas conservacionistas das propriedades,das estradas rurais e das
rodovias inadequados e incompatíveis entre sí.
· Agentes responsáveis (profissionais privados e públicos, SEAB, CREA-PR,
Cooperativas, IAP, DER, Prefeituras, crédito rural, etc.) atuam sem
coordenação e têm, algumas vezes posições conflitantes, dificultando o
estabelecimento de um processo educativo eficaz.
· Parte das áreas agrícolas com problemas no sistema de Plantio Direto (
Pouca cobertura; uso da cobertura para pastoreio; solos com problema de
correção; equipamentos velhos - obsoletos).
· Exploração incompatível com a capacidade de uso do solo.
PROPOSTAS:
· Estruturação de Programas de Governo de "Manejo e Conservação de
Solos e Água", de "Recuperação de Pastagens Degradadas" e
"Reflorestamento com Fins Econômicos";
· Criar sistema de informações/divulgação, para o público em geral, sobre
qualidade da água, ar e solos (monitoramento), bem como as ações
desenvolvidas nesta área;
· Apoio à recomposição das matas ciliares e ao uso da água com práticas
ambientalmente adequadas na sua captação tanto para uso na aplicação de
insumos agrícolas (agrotóxicos e fertilizantes foliares), como para consumo
humano e animal.
· Ampliar o quadro da fiscalização e da assistência técnica oficial,
adequando e equipando os respectivos órgãos, para um trabalho mais eficiente
na área de conservação de solos e água.
· Conscientização da classe agronômica e do segmento produtivo quanto à
necessidade da prática de terraceamento mecânico, complementar às demais
práticas de controle da erosão e da poluição, e essencial para o equilíbrio
hidrológico da bacia hidrográfica;
· Propor, aos órgãos de pesquisa e de ensino agropecuário, públicos e
privados, a realização de estudos sobre práticas de aumento de matéria
orgânica, integração lavoura-pecuária-florestas, perda de água e nutrientes
em sistemas agrícolas, alternativas tecnológicas para áreas de baixa aptidão
agrícola (com a adequação dos sistemas utilitários de classificação de
solos), alternativas de plantas para a cobertura do solo;
· Capacitação de todos os envolvidos com o uso do solo agrícola sobre
conservação e planejamento conservacionista (corpo técnico, agricultores,
operadores de máquinas, secretários municipais de agricultura, etc.).
· Investimentos compartilhados entre os segmentos públicos (nas instâncias
municipais, estadual e federal) e privado em ações de conservação de solos e
águas, tais como adequação de estradas, tratamentos conservacionistas nas
beiras de estradas (municipais, estaduais e federais), construção e reforma de
terraços e outras práticas conservacionistas, obras de saneamento do meio
urbano e periurbano, abastecedouros comunitários, controle e estabilização de
voçorocas, etc.
· Apoio aos municípios na elaboração ou adequação dos planos diretores ou
códigos de postura de uso do solo, contemplando a temática da conservação
dos solos e da água, tanto na área urbana quanto na rural.
· Estimular a criação de conselhos de desenvolvimento nos municípios e
apoiar àqueles já implantados para tratarem da temática da conservação de
solos e água, com a participação efetiva de profissionais da área.
· Analisar a possibilidade de oferecer benefícios e compensações para
propriedades que estejam de acordo com a legislação ambiental.
· Viabilizar recursos de crédito, com juros especiais, para implantação de
práticas de conservação dos solos.
· Incluir na grade escolar, disciplinas obrigatórias ligadas a conservação
ambiental, com professores capacitados